No momento estou conversando com a Dionea. Ela é tão super. Acho que nunca falei isso para ela. Mas ela sempre me faz rir e é uma super escritora. Eu sou fã mesmo antes de ela ser famosa. Eu sei que logo ela será e seus devaneios serão lidos por milhares de pessoas.
Ai que saudades das visitas dela. O Luquinha está esperando ele vir, ansiosamente.
Talvez, eu esteja enganada.
O governo realmente errou ao suspender o visto do jornalista do NYT, Larry Rohter. Afinal, feriu sim a liberdade de imprensa. Ainda disse que a repercussão do caso se deve ao corporativismo da imprensa. Será mesmo? É claro que o repórter exagerou na matéria. Mas teria ela uma repercussão ruim para o governo? Provavelmente, não tão ruim quando a atitude do presidente. No final, tentaram resolver a trapalhada. De acordo com o governo, o jornalista pediu desculpas em uma carta. Mas qq atitude dele seria um pedido de desculpas, depois de terem percebido como a decisão de expulsão do repórter tinha afetado a imagem dos governantes do Brasil.
Mas talvez eu apenas esteja enganada. Ou apenas faça parte do corporativismo existente em todas as profissões. E viva a liberdade de imprensa!!!!
Hoje, eu fui acompanhar a finalização de um dos house-organs que faço com minha "chefitcha". E é lá em Santo Amaro, z/s, e eu moro na z/o. Para chegar lá, pegamos um trânsito básico na Faria Lima, mas não era horário de pico. Para voltar, peguei ônibus, porque a chefitcha foi buscar o filho na escola. Fugi do congestionamento da Faria Lima, gastei uma conduçao a mais, mas cheguei antes e não peguei o bus lotado. No primeiro ônibus, sentou uma menina do meu lado, que não parava de conversar com o colega de trabalho. Eitâ, voz irritante. E ela não parava, eu olhava para o movimento da rua, reparando em tudo o que podia, tentei me distrair, mas aquela voz ao meu lado, não me permitia isso. Ódio mortal. E pior, o ônibus não tinha janela, porque tinha ar-refrigerado ou condicionado (sei lá). E eu estava me sentindo sufocada, queria tanto uma janelinha. Só para me imaginar com a cara para fora e o ventinho gostoso batendo em meu rostinho. Mas não, só tinha aquela voz muito inha pro meu gosto.
Depois no segundo, resolvi me concentrar na conversa de dois homens, que pareciam ter entre 20 e 25 anos, mas que 30 nem pensar. Achei a conversa boba demais, mas não tinha mais ninguém conversando perto de mim. Aliás parecia que só eles se conheciam no ônibus. Eles falavam de nomes estranhos e riam, na verdade, um deles ria mais que o outro. Talvez, por ser o mais bobo.
- Minha prima queria colocar o nome do filho dela e "Uverton", em homenagem ao melhor amigo dela. rs dele
- Como?
- Ueverton, mas nasceu uma menina, a Ana Clara.
- Bem melhor.
- Mas na segunda ela zuou, colocou Joanamara.
Depois, eles resolveram falar de futebol. Desisti de escutar. Não que o outro assunto fosse melhor, mas era engraçado escutá-los conversando sobre isso.
Sabe o pior de tudo isso, eu tinha um livro dentro da minha bolsa. Sairia ganhando se tivesse lido o livro. Mas conversas alheias são conversas alheias e nem sempre podemos escutar uma. Muito menos, uma tão nada a ver quanto a de hoje.
E agora vou assistir "Meninas Veneno". Qq dia eu e a Agrado vamos lá dar palpite na vida alheia, porque para isso não precisa de diploma, todos nascemos sabendo.
Por algum motivo, eu não consigo ver os posts que escrevo. Acredito que eles não estejam aparecendo para ninguém. Algo muito triste.
Minha sala está querendo marcar um churras para relembrarmos os velhos tempos de facul. Seria tão bom rever aquela galerinha. E olha que tem cada ser. Umas pessoas muito diferentes, loucas e no fundo, todas iguais e normais. Todo dia encontrava com eles e nem percebia o quanto os adorava. Todos até aqueles que eu jurava odiar. Odiar é forte demais. Acho que nunca cheguei a esse ponto. Mas tudo o que eu preciso é reve a galera, conversar, beber, nadar (apesar que se fizermos isso agora, será impossível, já está frio por aqui, finalmente) e namorar. Tudo porque meu namorado continua lá na cidade sem limites e eu aqui, na selva de pedra. Parece que foi ontem que entrei no campus da Unesp_Bauru. Parece que foi ontem que fiquei com a cara pintada. Parece que foi ontem que conheci aquelas pessoas. Que me perguntei o que era semiótica. Que enlouqueci com Descartes, Marx, e tantos outros loucos. Que tomei meu primeiro porre, e foi de segurar portão. Parece que foi ontem que descobri o amor. Que chorei noites e noites por ele. Que me matei de rir com minhas japas-coleguinhas. Que disse adeus para minhas irmãs de apartamento. Apesar da melancolia, adoro relembrar os velhos tempos de ontem.
Hj, dia das mamis. Ainda bem que eu não sou uma.
No meu penúltimo post, eu falei do chamado dos trilhos do metrô. Mas, sinceramente, não pretendo me matar. Até porque sou espírita (ou mais ou menos) e o suicidio é uma antecipação da sua hora de morrer, o que não faz bem para o espírito. Então, como estou bem com a vida e com as minhas idéias, não farei isso. Só para constar: minha mãe já tentou se suicidar três vezes. Óbvio que não foi se jogando nos trilhos do trem. Foi tomando remédios. Provavelmente, uma das maneiras mais usadas para quem não quer morrer. A primeira vez, eu estava no colegial, e foi um baque muito grande. Chorei e me perguntei o porquê daquilo. Nas outras, continuei me perguntando porquê, mas não me lembro de ter chorado, já estava na faculdade. Todas as vezes, ela estava em depressão. Não tem doença mais traiçoeira que essa, acho que porque ela é puramente emocional. E quando o emocional vai mal, tudo vai pelo mesmo caminho. Depois de quase três anos lutando contra a depressão, ela está bem. E feliz da vida com o neto. Minha mãe teve um tio que se jogou na linha do trem. Parece que ele estava internado em um hospital psiquiátrico, guardou todos os remédios que ele deveria tomar, tomou todos de uma vez, fugiu do hospital e se jogou. Acho que é por isso que sempre imagino a mesma coisa ao olhar para os trilhos do metrô.
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